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Mato Grosso do Sul promove turismo de natureza em São Paulo

Mato Grosso do Sul levou um pedaço de suas paisagens, sabores e sons para São Paulo em uma série de ações de promoção turística. Promovida pela Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, a Fundtur-MS, a iniciativa Mato Grosso do Sul – Especial por Natureza teve como objetivo aproximar o trade turístico paulista dos principais atrativos do estado, com destaque para o Pantanal, Bonito, a Serra da Bodoquena, o ecoturismo, a gastronomia regional e as experiências de aventura em meio à natureza. A programação ocupou diferentes espaços da capital paulista, combinando capacitação para operadores e agentes de viagens, ações culturais em locais públicos e um evento de relacionamento no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP. A escolha de São Paulo não foi por acaso: o estado é considerado o principal mercado emissor de turistas do Brasil e tem papel estratégico na ampliação da presença de Mato Grosso do Sul nos roteiros nacionais.

A Fundtur-MS realizou blitzes culturais em operadoras de turismo de São Paulo. A ação passou por empresas como CVC, Kangaroo, Abreu, Visual, Trend, Freeway, Ambiental, Diversa e Orinter. Em cada visita, as equipes foram surpreendidas por uma comitiva formada por representantes da Fundação, empresários do setor e personagens ligados à cultura pantaneira, incluindo um pantaneiro e um ator caracterizado, que se apresentou ao som de berrante.

A ideia foi ir além da divulgação tradicional e criar uma experiência sensorial, capaz de despertar a atenção dos profissionais que vendem destinos turísticos ao público final. “Não somos e não queremos o turismo de massa. Queremos crescer com qualidade, ampliando o tempo de permanência e o tíquete médio dos turistas nacionais e internacionais. Por isso, pensamos em um projeto amplo, repleto de experiências, surpresas, network e capacitação”, afirmou Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur-MS.

Representantes do turismo do Mato Grosso do Sul visitam operadoras em São Paulo – Foto: André Abdala

A agenda também ganhou as ruas. A Avenida Paulista recebeu uma ativação gratuita voltada ao público, aproveitando o fechamento da via para carros e a circulação intensa de pedestres. Artistas da Cia de Dança do Pantanal, projeto do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, de Corumbá, desfilaram caracterizados como animais emblemáticos da fauna sul-mato-grossense, entre eles onça-pintada, jacaré, sucuri, tuiuiú, garça branca e araras-azuis.

A performance foi inspirada no espetáculo Guadakan, montagem que une dança, música e conscientização ambiental para retratar a vida no Pantanal e a importância da preservação do bioma. Adaptada para o ambiente urbano, a apresentação levou ao público paulistano uma abordagem lúdica sobre a biodiversidade do estado, aproximando crianças, famílias e visitantes das paisagens que fazem de Mato Grosso do Sul um dos grandes destinos de natureza do Brasil.

Perfomance com dançarinos traz o tema da preservação da fauna do Pantanal na Avenida Paulista – Foto: André Abdala

O encerramento da programação ocorreu no MASP, com um evento para cerca de 400 convidados. A proposta reuniu operadores, agentes de viagens, autoridades, representantes de entidades do setor e empresários em uma programação de capacitação, networking, gastronomia, música e cultura. O encontro também marcou o lançamento do Prêmio Isto É Mato Grosso do Sul – Edição 2026, criado para reconhecer organizações que contribuem para a divulgação dos atrativos turísticos do estado.

A gastronomia pantaneira foi um dos pontos altos da experiência. Sob curadoria de nomes como Paulo Machado, Marcílio Galeano, Lucas Yonamine, Jadicelia Miyassato Tamasiro e Juanita Maria Palmieri Battilani, o cardápio apresentou ingredientes e receitas tradicionais em versões contemporâneas. Entre os pratos servidos estavam sopa paraguaia, sashimi de piloteiro, steak tartare de carne de sol, caldo de piranha, paçoca pantaneira com espuma de angico e macarrão de comitiva.

A proposta foi mostrar a culinária sul-mato-grossense como expressão de território, memória e inovação. Também apareceram criações inspiradas na chamada cozinha nipo-pantaneira, com combinações de mandioca, shoyu, cítricos e carne de sol, além de doce de leite artesanal preparado em tacho de cobre e um drinque à base de guavira, fruta nativa do Cerrado. Todo o serviço foi realizado com materiais biodegradáveis, em sintonia com o discurso de sustentabilidade e preservação dos biomas locais.

A programação cultural incluiu ainda a campanha Pantanal Jam – Sons do Pantanal, inspirada nas paisagens sonoras do bioma. A proposta transforma sons da fauna, das folhas e das águas em uma experiência musical com linguagem de jazz, apresentada com a participação do trombonista nova-iorquino Ryan Keberle, que veio ao Brasil especialmente para a ação.

Com paisagens de águas cristalinas, cavernas, rios, cachoeiras, planícies alagáveis e fauna abundante, Mato Grosso do Sul vem se consolidando como um dos protagonistas do ecoturismo e do turismo de aventura no Brasil. Bonito segue como principal cartão-postal do estado e deve romper novamente, em 2026, a marca de 300 mil visitantes. Segundo a Fundtur-MS, a expectativa é crescer 5% neste ano e receber quase 310 mil turistas apenas em Bonito. Entre janeiro e março, o destino já contabilizou 71.730 visitantes. O recorde histórico foi registrado em 2023, com 313.116 turistas.

Ao levar o Pantanal, Bonito, a cultura regional e a gastronomia sul-mato-grossense para o centro de São Paulo, a Fundtur-MS reforçou o posicionamento do estado como destino de natureza qualificado, voltado a experiências autênticas, responsáveis e de alto valor agregado. Mais do que promover atrativos, a ação buscou criar conexões com quem vende, divulga e consome viagens — e mostrar que Mato Grosso do Sul quer crescer sem abrir mão da preservação que torna suas paisagens tão especiais.

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