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Nassau é o Caribe fora do óbvio: um roteiro de 5 dias

Em Nassau, o mar chega primeiro aos olhos. As águas transparentes em tons de turquesa e as faixas de areia branca explicam por que a capital das Bahamas se firmou como um dos cartões-postais mais conhecidos do Caribe. Mas seria desperdício ir embora apenas com fotografias de praia. Entre um mergulho e outro, o destino revela fortes do século XVIII, galerias, mercados, jardins, restaurantes de culinária bahamiana e uma vida noturna movida por cassinos, bares e grandes resorts.

A cidade se espalha pela ilha de New Providence e se conecta a Paradise Island pela ponte Sir Sidney Poitier. Essa proximidade é uma de suas maiores vantagens: em poucos minutos, o viajante troca o centro histórico pela praia, o mercado por um beach club ou a galeria de arte por um passeio de barco. Cinco dias permitem enxergar essas diferentes camadas sem transformar as férias numa corrida contra o relógio.

Dia 1 – O ritmo de Downtown Nassau

O melhor começo é caminhar. Downtown Nassau concentra as fachadas coloridas da Bay Street, grandes murais, lojas e o Straw Market, onde bancas vendem cestaria, bolsas, chapéus e outras peças de palha. Mais do que preencher a manhã com atrações, a ideia é perceber o movimento da capital e entender que Nassau também tem uma face urbana, bem diferente da imagem de ilha isolada sugerida pelos folhetos.

No fim da tarde, Junkanoo Beach oferece o primeiro banho de mar sem exigir um grande deslocamento. Depois, vale experimentar a cozinha local em Arawak Cay, área conhecida como Fish Fry, com restaurantes especializados em peixes, frutos do mar e salada de conch, molusco que aparece em diferentes receitas bahamianas. Para uma noite mais sofisticada, o Graycliff funciona numa mansão histórica e guarda uma adega com mais de 250 mil garrafas.

Dia 2 – Um dia para os cartões-postais

Há praias suficientes para ocupar a viagem inteira, mas o segundo dia pede uma escolha sem pressa. Cable Beach combina mar claro com hotéis, restaurantes e boa infraestrutura. Em Paradise Island, Cabbage Beach se estende diante de alguns dos resorts mais conhecidos do destino e entrega o cenário clássico de areia branca e água azul-turquesa. Já Junkanoo Beach é a opção mais prática para quem prefere misturar praia e centro no mesmo passeio.

Snorkel, mergulho, paddleboard e vela estão entre as atividades disponíveis. Também é possível atravessar do centro de Nassau para Paradise Island em water taxi, numa viagem de cerca de dez minutos com vista para o porto. O segredo é resistir à tentação de colecionar praias no mesmo dia: escolher uma faixa de areia e ficar tempo suficiente para vê-la mudar com a luz costuma render uma experiência melhor.

Rose Island – Divulgação

Dia 3 – Arte e vida sob a água

No terceiro dia, o mar deixa de ser apenas paisagem e vira caminho. No lado oeste de New Providence, o Clifton Heritage National Park reúne natureza e memória histórica. Logo ao largo fica o BREEF Coral Reef Sculpture Garden, um jardim subaquático que pode ser visitado com máscara e snorkel. Entre as obras estão Ocean Atlas, Lady of the Coral, Virtuoso Man e Lucayan Faces. Criadas para receber corais e servir de habitat à vida marinha, as esculturas mudam com o tempo e transformam o mergulho numa mistura de arte, conservação e aventura.

Outra possibilidade é embarcar para Rose Island, a cerca de 25 minutos de barco de Nassau. Os passeios costumam combinar praias tranquilas, recifes rasos, snorkel e tempo livre para banho. Na volta, Paradise Island assume um ritmo mais intenso, com lounges, clubes, música e cassinos que prolongam o dia até a madrugada.

Dia 4 – A história por trás do cartão-postal

É hora de trocar as nadadeiras pelo tênis. O passado colonial britânico ainda aparece em fortalezas erguidas para proteger o porto e as rotas marítimas. O Fort Charlotte, construído em 1789, conserva fosso seco, ponte levadiça, muralhas e antigas masmorras. Já o Fort Fincastle fica no alto de Bennet’s Hill e se liga ao centro pela Queen’s Staircase, passagem de 31 metros talhada diretamente no calcário no século XVIII. Embora seja conhecida como a Escadaria dos 66 Degraus, hoje 64 estão visíveis.

A produção cultural contemporânea completa esse mergulho no passado. A National Art Gallery of The Bahamas reúne obras e narrativas de artistas do arquipélago. O Educulture Junkanoo Museum apresenta figurinos, música e a história do Junkanoo, celebração de rua marcada por percussão, dança e fantasias coloridas. Para terminar o dia em outro ritmo, o The Retreat Garden ocupa cerca de 11 acres e reúne mais de 90 espécies de palmeiras em pleno tecido urbano.

ATENÇÃO: na checagem realizada em 21 de agosto de 2026, o site oficial do destino informava que a Queen’s Staircase e o Fort Fincastle estavam temporariamente fechados devido a obras nas proximidades da histórica Water Tower. Confirme a reabertura antes da visita.

Dia 5 – O luxo de não ter pressa

O último dia não precisa ser o depósito do que faltou fazer. Melhor usá-lo para repetir o que funcionou: voltar à praia preferida, aproveitar a estrutura do resort, marcar um tratamento de spa ou passear novamente pelo centro em busca de artesanato e lembranças. Também é a chance de reservar um jantar especial e provar, com calma, pratos que ficaram de fora nos dias anteriores.

Nassau funciona justamente porque se recusa a caber numa única imagem. O mar pode ser o primeiro motivo da viagem e continuará sendo o cenário mais marcante. Mas são a história, a cultura, a mesa e as pequenas mudanças de ritmo entre New Providence e Paradise Island que fazem o destino permanecer na memória depois que o azul fica para trás.

Serviço

Como chegar: o Aeroporto Internacional Lynden Pindling (NAS) recebe os voos para Nassau. A partir do Brasil, há opções com conexão; uma das rotas passa pela Cidade do Panamá, de onde partem voos diretos para Nassau. Conexões pelos Estados Unidos exigem visto americano válido e o cumprimento das regras de trânsito do país.

Documentos: cidadãos brasileiros aparecem na lista oficial de nacionalidades que não precisam de visto para entrar nas Bahamas. É necessário viajar com passaporte válido e conferir eventuais exigências de entrada antes do embarque. Consulte o Ministério das Relações Exteriores das Bahamas

Deslocamentos: táxis, transfers, carros alugados, ônibus locais (jitneys) e water taxis fazem os trajetos principais. Nassau não conta com Uber ou Lyft. Entre Downtown Nassau e Paradise Island, o water taxi leva aproximadamente dez minutos.

Quando ir: janeiro e fevereiro ficam no período mais seco; março e abril costumam combinar pouca chuva e temperaturas agradáveis. A estação mais úmida vai, em geral, de maio a outubro. A temporada oficial de furacões no Atlântico ocorre de junho a novembro, com maior atividade normalmente entre agosto e o início de outubro.

Mais informações: consulte o site oficial de Nassau & Paradise Island

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