O Hotel Solar é parte fundamental da história de Porto de Galinhas e do desenvolvimento do destino como um dos principais polos turísticos do país. Celebrar seus 40 anos é revisitar essa trajetória e entender como um empreendimento pioneiro ajudou a transformar uma simples parada de passeio em um lugar de permanência.

Para marcar a data, o hotel reuniu jornalistas, operadores, agentes de viagens, receptivos e parceiros do setor em uma programação especial realizada no próprio empreendimento, no município de Ipojuca, onde fica a famosa praia de Porto de Galinhas. Ao longo de dois dias, os convidados participaram de experiências no destino, reforçando o papel do Solar não apenas como hospedagem, mas como parte ativa da construção do turismo local.

De ponto de parada a destino consolidado
Quando o hotel abriu as portas, em 1986, o cenário era completamente diferente. Porto de Galinhas não era uma escolha de estadia, mas um passeio de um dia para quem estava no Recife.
“Porto de Galinhas era um passeio. Não tinha hospedagem. As pessoas vinham e iam embora”, resume Otaviano Maroja, diretor comercial do Hotel Solar.

Foi a partir dessa percepção que o pai dele, Arthur Maroja, decidiu investir na primeira pousada da região. A estrutura inicial, com 32 quartos, nasceu em um contexto de pouca infraestrutura. Não havia estrada asfaltada, telefone nem fornecedores locais.
“Não tinha nada aqui. Tudo vinha de Recife. Se precisasse comprar qualquer coisa, tinha que buscar lá”, relembra Otaviano.
A falta de estrutura, que hoje poderia ser interpretada como charme, na época era um desafio operacional constante. O hóspede precisava ir até a vila até mesmo para fazer uma ligação telefônica.
A força do coletivo no desenvolvimento do destino
O crescimento de Porto de Galinhas não aconteceu de forma isolada. Nos anos 1990, diante de crises e da dificuldade de atrair visitantes, os novos hotéis que surgiam na região passaram a atuar de forma conjunta.
“Teve uma época em que a gente não tinha cliente nenhum. Foi quando os hotéis se juntaram para promover o destino”, conta Otaviano Maroja.
A estratégia incluiu a capacitação de agentes de viagem, ações em mercados emissores e a criação de bloqueios conjuntos para operadoras. Esse movimento ajudou a estruturar a cadeia turística local e atrair novos fluxos de visitantes.
“Quem convence o cliente a viajar é o agente de viagens. A gente entendeu isso cedo e começou a trabalhar junto com eles”, afirma.
Com a consolidação do destino, o grupo expandiu sua atuação. Um dos marcos desse crescimento foi o lançamento do Vivá Porto de Galinhas Resort, empreendimento do mesmo grupo do Solar, inaugurado em 2012, na praia do Cupe, bem próximo ao endereço pioneiro. O hotel representa um novo momento da operação, com estrutura mais ampla e proposta mais próxima de resort. A abertura do novo empreendimento também refletiu o amadurecimento do mercado local. Mesmo com a expansão, o Solar manteve seu perfil original, mais intimista e voltado para famílias, enquanto o Vivá trouxe uma proposta complementar dentro do portfólio do grupo.
Parceria estratégica: o papel da Luck Receptivo
Outro ponto central na experiência do destino é a atuação dos receptivos, responsáveis por conectar o visitante às atrações da região. Entre eles, a Luck Receptivo é uma das principais parceiras do hotel. Presente desde os primeiros anos de desenvolvimento turístico da região, a empresa atua no transporte, na organização de passeios e no suporte ao turista durante toda a estadia.

“A experiência do destino não começa no hotel, começa no aeroporto. E termina só quando o cliente volta para casa. O receptivo é parte fundamental disso”, afirma Juliana Luck, Diretora de operações da Luck Receptivo.
Além da logística, a empresa também participa da curadoria das experiências, incluindo passeios clássicos como jangada nas piscinas naturais e roteiros para praias vizinhas.
“Nosso papel é facilitar o acesso do turista ao que Porto de Galinhas tem de melhor, com segurança e organização”, destacou Guilherme Luck, Diretor de projetos e inovação do Grupo Luck.

Hoje, o Hotel Solar Porto de Galinhas soma 140 acomodações e uma estrutura completa de lazer, com piscinas, áreas de convivência, programação para crianças e adultos, além de restaurante com foco em gastronomia regional.
O perfil do público também se consolidou ao longo do tempo. “O cliente de Porto de Galinhas é, principalmente, família. É a viagem do ano, aquela semana para descansar junto”, explica Otaviano.

A rotina do hotel reflete esse posicionamento, com serviços pensados para oferecer praticidade e conforto. Entre os modelos de hospedagem, a meia-pensão é uma das opções mais procuradas, permitindo que o hóspede explore o destino durante o dia e retorne ao hotel para jantar e descansar à noite.
Manutenção constante e olhar para o futuro
Mesmo após quatro décadas, a operação segue em evolução contínua. A estratégia, segundo o CEO, é investir constantemente em melhorias, sem perder a essência do hotel e apostar na nova geração da família, que já se prepara para dar continuidade ao negócio. Esse equilíbrio entre tradição e atualização ajuda a explicar a longevidade do empreendimento e sua relevância dentro de Porto de Galinhas.

Ao reunir parceiros, imprensa e profissionais do turismo, a celebração dos 40 anos reforçou um ponto que atravessa toda a história do Solar: o desenvolvimento do destino é resultado de um esforço coletivo. Quatro décadas depois, o hotel segue como uma das principais portas de entrada para quem quer conhecer ou revisitar a região.
