Viajar de carro pela Patagônia já é uma aventura daquelas que rendem histórias para a vida inteira. Agora imagine fazer isso dormindo dentro do próprio veículo, acordando cada dia diante de um “quintal” diferente, com glaciares, vulcões, lagos, balsas e estradas que parecem ter sido desenhadas para testar a coragem — e a suspensão — de qualquer viajante.
Foi assim que os brasileiros Camila Martins e Guilherme Knabben, conhecidos nas redes sociais como Estica e Dale, encararam a Expedição Austral, uma jornada de cerca de 12 mil quilômetros por estradas do Brasil, da Argentina e do Chile. O grande objetivo era cruzar a famosa Carretera Austral, uma das rotas mais espetaculares da Patagônia chilena, conhecida por suas paisagens selvagens, vilarejos remotos e trechos que alternam asfalto, cascalho, curvas, balsas e cenários de cinema.
A viagem começou em Florianópolis, em março, rumo à chamada Patagônia verde. A bordo do novo Nissan Kait, o casal transformou o SUV em uma pequena casa sobre rodas. O banco traseiro e o porta-malas deram lugar a uma cama adaptada, enquanto o espaço interno passou a acomodar roupas, fogareiro, equipamentos de trekking e tudo o que era essencial para viver na estrada com autonomia.
“Com certeza, quem produziu o novo Nissan Kait não imaginou que um dia ele poderia se tornar uma casa”, brinca Camila.
A ideia, no entanto, não surgiu do nada. Camila e Guilherme já carregam uma boa quilometragem de aventuras pelo continente. Proprietários de um Nissan desde 2018, eles somam quatro grandes expedições pela América do Sul, passagem por seis países e mais de 70 mil quilômetros rodados. Em jornadas anteriores, já haviam cruzado destinos como Bariloche, Mendoza, Ushuaia e trechos da Cordilheira dos Andes até a Colômbia.
Mas faltava a Carretera Austral. Segundo Guilherme, era uma lacuna especial no mapa afetivo da dupla. A região exige tempo, disposição e certa entrega ao imprevisível — principalmente porque ali a natureza costuma ditar o ritmo da viagem. “Foi realmente a realização de um sonho gigantesco poder curtir essas estradas, paisagens e lugares que são emblemáticos. E, principalmente, poder fazer isso com a liberdade que só o carro pode nos proporcionar”, conta.
Entre os pontos visitados durante a expedição esteve Chaitén, cidade chilena marcada pela erupção do vulcão de mesmo nome, em 2008. O roteiro também incluiu travessias de balsa, áreas inóspitas, caminhos cercados por montanhas e aquela sensação típica da Patagônia: quando o viajante acha que já viu de tudo, a paisagem muda outra vez e entrega mais um espetáculo.
Para o casal, a experiência reforçou justamente essa força do deslocamento livre. Dormir dentro do carro permitiu escolher, dia após dia, a vista da janela. “Natural. Ter o poder de escolher o quintal da nossa casa móvel, o nosso Kait home. Se movimentar livremente em contato com a natureza foi incrível”, resume Camila.
A expedição também serviu como uma espécie de test drive extremo para o novo SUV da Nissan. Camila e Guilherme tiveram a honra de levar o primeiro Kait para a Argentina e o Chile. Pelo caminho, o carro chamou atenção em postos de combustível, hotéis e campings, despertando curiosidade por ainda não circular naqueles países.
Segundo Guilherme, o modelo surpreendeu pelo conforto, economia e tecnologia. Em longos trechos de rodovias de mão dupla na Argentina, recursos como assistente de frenagem, piloto automático, alerta de ponto cego e alerta de troca de faixa ajudaram a tornar a viagem mais tranquila. Outro aliado importante foi o monitoramento da pressão dos pneus em tempo real, útil em uma jornada com diferentes tipos de piso e longas distâncias entre paradas.
O espaço interno também passou no teste. “No Kait cabe tudo mesmo. Tanto é que cabe uma casa, né? Cabe uma aventura, cabe uma expedição”, dizem os aventureiros.
Depois de cruzar alguns dos cenários mais impressionantes do sul do continente, a dupla iniciou o retorno ao Brasil com mais cerca de 6 mil quilômetros pela frente. Na bagagem — ou melhor, no porta-malas-casa — ficaram as memórias de uma viagem que mistura liberdade, natureza e aquele desejo universal de todo viajante: seguir adiante só para descobrir o que aparece depois da próxima curva.